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A obra Fammi Girare está exposta na Casa Mineira em São Paulo

November 5, 2008
Fammi Girare na Exposição de arquitetura na Casa Mineira - SP

Fammi Girare na exposição de arquitetura na Casa Mineira - SP

Fammi Girare na Exposição de arquitetura na Casa Mineira - SP

Fammi Girare na exposição de arquitetura na Casa Mineira - SP

Fammi Girare | detalhes da Obra. Tela. Pintura em tinta acrilica - 100cm x 70cm

Fammi Girare | detalhes da Obra. Pintura em tinta acrílica - 100cm x 70cm

Fammi Girare | detalhes da Obra. Tela. Pintura em tinta acrilica - 100cm x 70cm

Fammi Girare | detalhes da Obra. Pintura em tinta acrílica - 100cm x 70cm

Fammi Girare | detalhes da Obra. Tela. Pintura em tinta acrilica - 100cm x 70cm

Fammi Girare | detalhes da Obra. Pintura em tinta acrílica - 100cm x 70cm

A Casa Mineira recebe até o primeiro semestre de 2009 uma exposição de arquitetura e decoração que acontece nos ambientes da casa. Vários arquitetos foram convidados pra participar deste evento e um grande amigo, o arquiteto Renato Salles me convidou há uns três meses atrás para criar uma obra para seu ambiente. Pois bem, toda dança e poesia da criação vocês já acompanharam por aqui com cada traço meu.

A novidade é que ainda não tinha ido ver o ambiente! Resolvi numa tarde dar uma passada por lá para conhecer o espaço. Estava curioso para sentir como estaria a sinergia entre meu traço e o ambiente decorado. O que vi, gostei bastante! Fiquei muito satisfeito ao ver como o quadro se integrava ao todo, suas curvas e movimentos acompanhavam como em dança, as curvas sinuosas dos móveis, construindo um diálogo rico e energético.

Saí de lá com um sorriso no rosto e uma pergunta na cabeça! Deixa colocar pra vocês. Ao ver o quadro tão integrado no ambiente, me perguntei como e quando o artista sabe ou sente que uma obra está pronta? Me peguei me perguntando sobre isso durante todo o caminho de volta pra casa. Seria no momento em que ele recebe o sopro da inspiração em sua mente e consegue, ainda que na tela mental, já ver holograficamente a futura obra? Ou quando, depois de muitos desenhos, pinceladas e banhos de tinta, sente que a obra não necessida de mais nenhum interferência humana e já está pronta para nascer?

Pra mim, muitas vezes tenho o sentimento de conclusão de uma obra ainda em seu estado de pré-desenho. Naquele exato momento quando desperta a fagulha no meu coração e ela aparece resplandecente na minha mente. Eu falo pra mim mesmo “- Eis aqui a minha próxima obra!”. A sensação é quase sinestésica, mas me acompanha por todo o processo, até conseguir trazê-la para o plano físico. É engraçado como o é elástico o conceito de tempo-espaço na cabeça de um artista. Mas isso é papo para se ter ao longo da noite, no meio de risadas, chocolates, bons amigos e garrafas de vinho. Muitas delas!

E para quem quiser dá uma passada lá pra vê-lo de perto, anota aí o endereço:

Casa Mineira
Rua Itápolis, 1851
Pacaembú – São Paulo

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Fammi girare. Assim se fez a Dança, a Solidez e a Leveza.

October 30, 2008
Quase no estado final. Primeira camada de tinta.

Quase no estado final. Primeira camada de tinta.

Fammi girare. Fammi girare, 1….2. Finalmente me decidi quanto ao nome desta obra. Tudo nasceu assim, estava conversando com um amigo cujo olhar e opiniões sobre arte eu admiro bastante, estavamos tentando chegar a um acordo, ou pelo menos a um entendimento, sobre qual era a medida que cada um usa quando avalia uma obra de arte, pra dizer o quanto a energia de seus temas extrapolam os traços de suas figuras. Trocando em miúdos, o grau de força que uma obra pode alcançar no sentido de conseguir uma reação física do expectador. Ficamos um bom tempo conversando sobre isso. Teria uma obra de arte, seja pintura ou escultura, o poder de mexer tanto com quem a admira que além da reação óbvia emocional, moveria o expectador a uma ter uma reação de manifestação física? Não chegamos a conclusão nenhuma, mas demos muitas risadas com todos os Degas, Matisses, Picassos e Klees pontuados por toda a conversa. Cada um que sacasse o seu da manga primeiro.

“Fammi girare” nasceu assim, acho até que mais do que ficou em mim depois dessa conversa boa sobre movimento, sentimento e interação. Quando estávamos pra concluir, meu amigo ainda à minha mesa, soltei das idéias o relâmpago luminoso. De súbito, soltei: “-Fammi girare!”. Foi daí batizada! Meu amigo ao ouvir o nome pela primeira vez, parou, calou-se, repetiu pra si e depois de um curto tempo, me devolveu. “-Fammi girare..hummm… Claro, lindo. Lindo nome! Gostei!”. E sorriu ao voltar pra sua mesa. Obrigado Marquito pela coautoria!

Ainda fiquei pensando só, repetindo algumas vezes enquanto olhava para cada linha que tinha traçado, cada problema encontrado e superado. Principalmente aquele dos pés! Nossa, como me deu trabalho desenhá-los! Nunca achei que precisasse usar tanto uma borracha pra chegar a mesma naturalidade e harmonia que encontramos nos pés calejados das bailarinas. Mas acredito que no final consegui o que tanto queria.

Posto abaixo as imagens do quadro concluído. Mais uma obra que me deu muito prazer em todo o processo de criação, principalmente por ter me trazido memórias de muleque, quando ainda via meus pais dançando ao som de um bolero no meio da sala, acompanhados pela brisa, pelo riso e por serem belos humanos, algumas pisadas de pé, no meio do dois-pra-lá-dois-pra-cá.

Acrilico sobre tela. 100 cm x 70 cm

Acrílico sobre tela. 100 cm x 70 cm

“Fammi girare da capo quando ci vuoi.”

Saluti a tutti quanti.

geO