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“O Jantar Musical” – Primeiras cores

July 26, 2008
"O Jantar Musical" - Primeiras cores

"O Jantar Musical" - Primeiras cores

“O Jantar Musical” - Primeiras cores

“O Jantar Musical” - Primeiras cores

O Jantar Musical começa a ganhar vida, é muito bom ver mais um quadro surgindo ao ser tocado pelas cores. Comecei a pintá-lo mais ou menos no início deste inverno e é nesta época que mais gosto de ter contato com as cores. Explico em seguinda o porquê.

Dias frios e ensolarados de inverno sempre me colocam pra pensar um pouco sobre percepção e o sutileza. É curto o raciocínio mas potente em sua essência. É mais ou menos assim, fico me perguntando como no inverno, a mudança na intensidade de luz pode ampliar a forma como percebemos plasticamente as coisas a nossa volta.

A cada inverno fico admirado com a sutileza que essa iluminação lateral proporciona, sempre suave, revelando-se como uma fina camada luminosa que cobre tudo em minha volta, me chamando a atenção. Essa luz lateral me faz perceber matizes de cores escondidas, de sutis amarelo-alaranjados como nas pinturas de Matisse aos azuis alegres e ponfundos de Miró. A luz de inverno me abre para mais possibilidades plásticas, eu encaro como tempo de brincar no playground. Aproveito para exercitar minha percepção sobre as cores e formas que muitas vezes vão além de suas representações reais.

Como as coisas por aqui estão bem corridas, só queria dividir este pensamento. Deixa ir tomar meu café da tarde e ver se pelo caminho não encontro mais inspiração para as futuras cores de meu novo quadro.

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“O Jantar Musical” – Surge o traço

July 10, 2008
Sketches do Quadro "O Jantar Musical"

Sketches do Quadro "O Jantar Musical"

Depois de mais alguns estudos, acho que consegui chegar a uma forma mais equilibrada para os elementos da composição deste quadro. Aqui está o traço já no papel definitivo. Timidamente ele começa a tomar corpo e forma, já dá pra ouví-lo pedir por cores.

“O Jantar Musical” ao som de Because…

June 4, 2008

Estudos introdutórios de composição

Estudos introdutórios de composição

Estudos introdutórios de composição

Há um bom tempo tenho namorando este desenho mas me sentindo um pouco emperrado pra começá-lo de verdade. Resumir em forma e cor uma história memorável é um grande desafio de síntese emocional pra qualquer um.

Meses atrás fui convidado para um jantar na casa de uns amigos pernambucanos, excelentes anfitriões e cozinheiros de mão cheia, vale o comentário. Pessoas interessantes por toda casa, taças de vinho entre os dedos e muitos risos altos. A energia só aumentava e quem dava o tom era um velho amigo da casa, emprestando seu talento a um violão folk.

A certa hora da noite senti a energia da sala se modifcar, era como se a frequência energética das pessoas estivessem flutuando exatamente dentro de uma mesma faixa. Foi surpreendente ver todos sendo puxados pela melodia da música Because dos Beatles em uma única voz. Todos juntos. O impacto foi tão forte em minha percepção que decidi fazer daquele momento, este desenho. Noite memorável, música para o quadro também memorável, só ver aqui abaixo:

Bom, meu desafio para este quadro vai ser conseguir entrar em ressonância com a energia daquele dia. Quero poder, ao desenhá-lo, levar melodia a cada traço. Espero criar em linha e cor a atmosfera de calor e acolhimento musical que experimentei naquele dia. É hora de pintar!

Santo Vento ou “The girl who collects shells” has come back to the coast

February 12, 2008

QUADRO | Santo Vento ou The Girl who collects shells (has come back to the coast)

Me lembro como tudo começou, indo pra casa, embalado no trânsito noturno pela melodia da cidade e pelas melodias que tocavam no meu headphone, de repente na minha mente… como um grande amigo brinca comigo: “-Um Relampo!!”. Acabava de perceber que mais uma aventura se iniciava.
Muitos rabiscos depois e vários estudos de harmonização, principalmente para chegar na leveza que a figura me pedia, acredito que consegui com meu traço, chegar a sutileza do levantar os pés e deixar-se invadir por idéias, pensamento, esperas e reflexões.
Agora comentando um pouco mais sobre o processo de criação, uma das coisas que mais me angustiava era como iria solucionar harmonicamente determinadas partes. De início achei que a composição era difícil, principalmente por se tratar de um conceito imaginado em fluidez e movimento nos traços. Isso me exigiu um pouco mais da sensibilidade pra encontrar a harmonia compositiva adequada ao desenhar as mãos, pés e colocá-los todos coesos numa pose.

Fiquei particularmente contente e surpreso (!) por poder ver do braço pousado esquerdo da figura, nascer um outro braço, este anterior ao que segura a concha (ver desenho dentro do ombro esquerdo). Esse presentão no meio do processo me trouxe movimento e reforçou o que pra mim conceitualmente era uma das coisas mais importantes, o fato da figura segurar com sua mão esquerda, uma concha. ( Sim, surpreso! Porque durante o processo aconteceu algo do tipo “Inspiration on the fly”).
É, contente é uma boa palavra pra fechar esse post. Como é bom ver mais um sentimento-pensamento ganhar vida pelas minhas mãos. Breve coloco mais imagens com detalhes deste quadro.

AH! Imanges também no Flickr, podem conferir por lá todos os quadros: www.flickr.com/photos/geofreitas

Saluti a tutti quanti

“The girl who collects shells” has come back – Estudos Compositivos Avançados

January 24, 2008

Ciao a tutti

Em pleno verão, São Pedro, o dono da torneira lá de cima, resolveu nos presentear com uma semaninha sem sol e de frio por aqui. Mesmo trabalhando bastante no “Daily but amazing Job”… (Vale um cometário aqui de minha parte. Essa semana completei um ano que estou na Grïngo, estou feliz de fazer parte deste clã porque o ambiente, a equipe, os projetos e principalmente meu mentor são todos autênticos inspiradores e que combinados, resultam numa química fantástica capaz de me fazer sentir ao vir trabalhar, como se estivesse indo encontrar velhos amigos artistas pra traçar planos de dominação do mundo e fazer coisas interessantes. Só tenho a agracedecer por estar do lado de gente tão talentosa e de alma boa). Mas não é sobre isso que queria escrever neste post, pelo menos não hoje. Apenas saiu. 😀

Aproveitando o frio e a chuva que está fazendo lá fora esta semana, procurei dar uma molhada nas idéias pra ver se resolvia uns detalhes que faltavam no quadro “The Girl Who Collects Shells… (…has come back to the coast)”. Ainda sentia falta de soluções para a estrutura da figura tema principal. Notava que havia muitas linhas no campo médio-superior que me causavam tensão desnecessária à composição, diminuindo minha sensação de leveza e contemplação que tenho buscado pro conceito do quadro desde sua “prima idea”.
Passei vários dias trabalhando arduamente nesse quadro, pensando em cada detalhes e o maior dos meus problemas está sendo chegar a uma harmonia compositiva de cabeça, ombros, linha da cintura e pés. AH, os pés! Quando os imaginei, eles estavam perfeitos, eram pés fortes, enraizados mas com leveza! Nos últimos estudos, acho que consegui chegar próximo ao que estava na minha cabeça. Fiz o pé esquerdo e gostei, falta o outro ficar harmônico também. Vamos ver como vai nascer o resto da composição. Estou animado pra terminá-lo. Por enquanto, fico eu com meu copo cheio de vinho aqui a desenhar, esperar e a perguntar.

Logo abaixo posto meus últimos estudos:

The girl who collects shells has come back to the coast | Estudos avançados

O Casamento da Poesia – Estudos preparatórios

January 15, 2008

Quadro | O Casamento da Poesia - Estudos preparativos

Assim começaram os estudos do último quadro que fiz. Munido dos bons e velhos companheiros de qualquer artista e sem precisar de nada mais, nada menos. Me bastaram um folha de papel amassada e uma caneta para poder colocar em traço, aquilo que nos meus outros dois planos (mente e coração) claro já estava.O sentimento que me levou a criar este quadro foi o de questionar até que ponto (a medida, o Quanto) a Sabedoria e a Sensibilidade poderiam influenciar sobre um alguém bruto de espírito arredio, selvagem. O quanto essa natureza selvagem poderia ser domada, refinada. E o quanto dessa energia visceral, que faz parte de qualquer ser-humano, poderia ser direcionada e impactada por forças mais sublimes.Enfim, é mais uma daquelas questões que ficam rodando a minha cabeça, vez por outra me fazendo cócegas.Sabe daquelas que te acompanham quando acorda, logo depois que a gente se dá bom-dia?Prometo se encontrar a resposta alguma hora dessas (espero que ela venha quando estiver bem sentado sob uma sombra ao sol das 16 horas), postar e falar pra quem estiver interessado em trocar idéias sobre o assunto. Por enquanto, deixo apenas o questionamento, uma imagem e um abraço.Saluti

Verdades que se cristalizam em mais uma Revolução Solar

January 8, 2008

Como pessoas podem falar tanto através de uma fotografia, as vezes eu me assusto com isso. Aqui a captura de um desses momentos. O momento simbólico em que percebi um pouco mais sobre a essência das coisas. E Maya se desnuda mais uma vez pra mim.

Aniversário da terceira rodada de Saturno.