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Santo Vento ou “The girl who collects shells” has come back to the coast

February 12, 2008

QUADRO | Santo Vento ou The Girl who collects shells (has come back to the coast)

Me lembro como tudo começou, indo pra casa, embalado no trânsito noturno pela melodia da cidade e pelas melodias que tocavam no meu headphone, de repente na minha mente… como um grande amigo brinca comigo: “-Um Relampo!!”. Acabava de perceber que mais uma aventura se iniciava.
Muitos rabiscos depois e vários estudos de harmonização, principalmente para chegar na leveza que a figura me pedia, acredito que consegui com meu traço, chegar a sutileza do levantar os pés e deixar-se invadir por idéias, pensamento, esperas e reflexões.
Agora comentando um pouco mais sobre o processo de criação, uma das coisas que mais me angustiava era como iria solucionar harmonicamente determinadas partes. De início achei que a composição era difícil, principalmente por se tratar de um conceito imaginado em fluidez e movimento nos traços. Isso me exigiu um pouco mais da sensibilidade pra encontrar a harmonia compositiva adequada ao desenhar as mãos, pés e colocá-los todos coesos numa pose.

Fiquei particularmente contente e surpreso (!) por poder ver do braço pousado esquerdo da figura, nascer um outro braço, este anterior ao que segura a concha (ver desenho dentro do ombro esquerdo). Esse presentão no meio do processo me trouxe movimento e reforçou o que pra mim conceitualmente era uma das coisas mais importantes, o fato da figura segurar com sua mão esquerda, uma concha. ( Sim, surpreso! Porque durante o processo aconteceu algo do tipo “Inspiration on the fly”).
É, contente é uma boa palavra pra fechar esse post. Como é bom ver mais um sentimento-pensamento ganhar vida pelas minhas mãos. Breve coloco mais imagens com detalhes deste quadro.

AH! Imanges também no Flickr, podem conferir por lá todos os quadros: www.flickr.com/photos/geofreitas

Saluti a tutti quanti

Verdades que se cristalizam em mais uma Revolução Solar

January 8, 2008

Como pessoas podem falar tanto através de uma fotografia, as vezes eu me assusto com isso. Aqui a captura de um desses momentos. O momento simbólico em que percebi um pouco mais sobre a essência das coisas. E Maya se desnuda mais uma vez pra mim.

Aniversário da terceira rodada de Saturno.