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Sim. Duas Torres.

April 8, 2008

Quadro | Duas torres

São Duas Torres, -ou são minhas/suas mãos? – são dois mundos e umas 4 coisas difusas por cor e linha pra me lembrar ao Acordar. Brincar um pouco com os instrumentos de Ariadne é um prazer, principalmente se for através de suas linhas que mais confundem num primeiro olhar do que explicam o coroar final do propósito. Para mim é uma diversão pintar com metáforas e representações simbólicas.

Gosto de lembrar a todos, quando estão de frente para meus quadros, o quanto eles são generosos. Eles simplesmente pedem para que desaceleram! Lembram a todos o quanto do corre-corre do dia nos faz perder o contato com o detalhe, com as mensagens sutis que habitam no silêncio, quando estamos em silêncio conosco. Desacelerar para poder Ver e não só exergar, desacelerar para poder entrar.

Quantas belas surpresas já tive, de quem, pelo valor da pausa de mais duas respirações, me contava histórias fantásticas de casamentos e cavalos marinhos!! De certa forma eram crianças… Mas já estou acostumado, pro de dentro acordar, tudo tem que começar com a velha e boa testa franzida!

Aos poucos o quadro se revela, ele entrega uma linha, mostra o dorso. Nesse quadro, batizado de DUAS TORRES, quis mostrar o belo ao representar o além da tensão que o isolamento impõe, seja àqueles que estão longe, seja aquele aí dentro de cada um. Sempre há saídas!

Para alguns é o sair da dormência e andar pra ver o mundo, para outros é no amor que se rompe a bolha letárgica e se recobre o fôlego e ritmo. Para algumas é a realização na maternidade e para os artistas,loucos e desgarrados de netuno, a rendenção se encontra no contato com a fragilidade da transformação diária.

Depois de ver mais um quadro terminado e bem recebido pelos amigos, acho que mereço coroar meu descanso em um azul de tarde de verão ou esperar pelo próximo dourado de qualquer 4 da tarde de outono. Pra minha cabeça é no simbolismo que se faz a diferença. E fecho esse post com mais uma lasca de chocolate.

Duas Torres - Moldura

Saluti a tutti quanti.

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Nasceu “O Casamento da Poesia”.

January 17, 2008

<a mce_thref='https://piedealato.files.wordpress.com/2008/01/quadro-0801-casamentodapoesia-sketch-031.jpg' title='Quadro | O Casamento da Poesia - Estudos final'><img mce_tsrc='https://piedealato.files.wordpress.com/2008/01/quadro-0801-casamentodapoesia-sketch-031.jpg' alt='Quadro | O Casamento da Poesia - Estudos final' /></a>

E nasce mais um filhote.
Esse foi difícil, busquei a todo custo ser o mais fiel ao conceito do quadro, isso me custou vários testes e bons cálices de vinho, mas senti que consegui chegar a mesma harmonia cromática que rodava minha cabeça para representá-lo. Consegui levar a figura que representa a Sensibilidade (a Poesia), a ternurna necessária para domar sua parte Instintiva. Tô feliz com o resultado. Além de prestar a devida homenagem ao meu Frater Roberto Scalia que me emprestou um pouco de seu dom e inspiração para batizar a obra. Frater, dedico a parte Poesia desta obra a nossa amizade. Saluti, caro!
Dessa vez, o fato que mais me chamou atenção foi entender o processo de visualizar uma escala de cores na minha cabeça, a forma como ela se formava, ficava ou partia. Certas horas, me deu um certo desconformo na hora de transpor para a tela porque na maioria das vezes, as cores que estão na minha cabeça, me aparecem meio turvas e difíceis de serem escolhidas assim,logo da capo. Há que se ter tempo, há que se ter paciência. A certeza é que uma hora a harmonia entre elas surge, daí o sussego volta e tudo volta a harmonia inicial.
Enfim, brindo a você que chegou, meu filho.Vida linda pela frente, Avanti.

Quadro | O Casamento da Poesia - Detalhes

O Casamento da Poesia – Estudos preparatórios

January 15, 2008

Quadro | O Casamento da Poesia - Estudos preparativos

Assim começaram os estudos do último quadro que fiz. Munido dos bons e velhos companheiros de qualquer artista e sem precisar de nada mais, nada menos. Me bastaram um folha de papel amassada e uma caneta para poder colocar em traço, aquilo que nos meus outros dois planos (mente e coração) claro já estava.O sentimento que me levou a criar este quadro foi o de questionar até que ponto (a medida, o Quanto) a Sabedoria e a Sensibilidade poderiam influenciar sobre um alguém bruto de espírito arredio, selvagem. O quanto essa natureza selvagem poderia ser domada, refinada. E o quanto dessa energia visceral, que faz parte de qualquer ser-humano, poderia ser direcionada e impactada por forças mais sublimes.Enfim, é mais uma daquelas questões que ficam rodando a minha cabeça, vez por outra me fazendo cócegas.Sabe daquelas que te acompanham quando acorda, logo depois que a gente se dá bom-dia?Prometo se encontrar a resposta alguma hora dessas (espero que ela venha quando estiver bem sentado sob uma sombra ao sol das 16 horas), postar e falar pra quem estiver interessado em trocar idéias sobre o assunto. Por enquanto, deixo apenas o questionamento, uma imagem e um abraço.Saluti