Archive for May, 2008

“I ballerini” – A dança silenciosa e imponente de uma parede. Obra concluída!

May 5, 2008

“I ballerini” - Obra conclu�da com sucesso!

Finalmente consegui um tempinho na agenda pra subir as fotos finais da Obra Mural. Agora tenho o acompanhamento completo de como foi realizado este trabalho que curti bastante.
É curioso ver como dimensões maiores que as de uma tela proporcionam um tipo de sensação diferente, acho até que bem próxima a de dar vidas a criaturas, só que estas aqui imponentes e silenciosas como estátuas bidimensionais.

Como em qualquer outro processo artístico tem também a parte do cansaço, devido a energia absurda posta em se concentrar no sutil, mas fatos engraçados também acontecem e são esses que fazem do evento, virarem uma história. Um exemplo: Um dia, numa madrugada de farra na casa onde está a Obra, uma das moradoras me confidencia que ao olhar muito tempo para os desenhos, os via se mexer, dançar. O comentário me deixou contente, pois era o tipo de percepção que desde o início quis que os moradores sintonizassem ao olhar a parede. (Um outro morador da casa fez um comentário similar, outro dia)

Sobre as fotos que estão aí, elas cobrem boa parte do processo criativo: meu raciocínio quanto às proporções das figuras oníricas, a tensão que quis aplicar a determinadas partes e pra concluir, o merecido descanso comtemplativo.
Acho que atingi o meu propósito conceitual para esta Obra, o que me deixa bastante feliz. Além do trabalho ter sido um tesão de fazer. Agora que concluído, já estou com vontade de pintar novamente em outras paredes. Então deixo aqui o recado, tempo aberto para novas encomendas.

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Cores, pausas e notas para uma tarde chuvosa

May 2, 2008

Ainda não descobri todas matizes de cores dessa música, já achei rosa, verde, um pouco do laranja e, pelo olha da Nara Leão, até um pouco de lilás. Espero que esquentem vocês tanto quanto a mim, nessa sexta chuvosa de outono. Quis postar um vídeo pois ele me fez parar um pouco pra pensar sobre cumplicidade.  Junto a ele queria deixar uma pensamento pra somar à água que cai lá fora.

Curto muito observar em duetos a comunicação sutil que acontece entre os músicos quando se encontram. Fico pensando no que passa em suas cabeças, enquanto são tomados pela cumplicidade pontuada por notas e pausas. Olhem os olhares!

Dá pra sentir a energia em espiral rodando entre eles, às vezes acho muito parecida com o que acontece ao se observar um quadro. Sem palavras trocadas, se pode enxergar um pouco da alma de uma obra, extendendo à alma do artista.Traço e cores se abrem. É como entrar num mundo paralelo pra quem está disposto a se entregar.

Música quando bate nos meus ouvidos são como cores simbólicas numa tela de ar. Dá pra sentir o pulso do propósito da obra.

Fico aqui curtindo mais uma conversa entre o Chico e a Nara, pedindo pro frio nas minhas orelhas passar. Boas cores, pausas e notas pra vocês também.