Archive for April, 2008

“I ballerini” – Mãos à obra!

April 24, 2008

“I ballerini” - A obra começou

Desenho na cabeça pronto, sketches prontos. Agora era partir para a tela grande!
Fiz e refiz o desenho diversas vezes, assim pude chegar a precisão conceitual imaginada pra esta Obra Mural na casa dos Shijshas (Entendam Shijsha como termo central para definir a casa do Shijsha & Fê, do Geary e do Guillemots).

Busquei desde o início encontrar formas e movimentos que descrevessem precisamente minha percepção da alma da casa e das pessoas que moram lá: música, viagem, movimento, outros idiomas, festa, celebração, pessoas indo e vindo (e ficando), pessoas de fora, mais pessoas…

Selecionei algumas fotos para mostrar o processo craitivo de concepção da Obra. Mostrar os caminhos encontrados para transformar movimento em traço e celebração em formas esguias e envolventes. Tudo para que o olhar convergisse.

Prestem atenção a minha mão esquerda. Enquanto preparava estas fotos para o Piede Alato, notei que não deixei o sketch original de lado em nenhum minuto, fiquei com minha cola sempre à postos. Vinha na cabeça que não podia perder de forma alguma a delicadeza do movimento das figuras, o processo foi meticuloso, quase como se estivesse a desenhar Haikais. Minha respiração estava sendo controlada ao ponto de mantê-la suspensa para não perder a fluidez das curvas. Acho que consegui a harmonia que imaginava para esta parte da parede. Vamos ver como vai sair o resto.

Em breve fotos da Obra completa. Não percam.

Groetjies

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“I ballerini” – Estudos preparatórios

April 19, 2008

I Ballerini - Estudos preparatórios

Eu já estava com saudades de pintar, não em papel, mas em paredes. Me dá muito prazer receber encomendas, principalmente quando elas são em grande formatos, ainda mais quando me “dão” uma parede da própria casa pra pintar.
Já me perguntei algumas vezes se criar obras murais para mim, não poderia ser uma saudade de infância batendo em minha porta, a resposta recorrente é: acho que não. Acredito muito mais que o traço de meus desenhos me pede para andar em espaços mais amplos e assim poderem dançar mais à vontade.

Em alguma noite quente de janeiro conversando com amigos-família, entramos no assunto de pinturas murais e em grande formatos. Eu, todo animado a contar e mostrar meus novos quadros e as hitórias por trás deles, papéis e gestos não faltam quando se está muito envolvido numa boa conversa – como toda conversar com amigos deve ser – e não sei se pelo contexto ou mesmo por inspiração, minutos depois recebo deles a encomenda de criar uma obra mural para a parede na sala principal da casa. Bacana, mais uma obra mural à vista. Desafio aceito com prazer!

Posto aqui os estudos de ambientação e conceito da obra.
E a vocês, meus amigos, minha linhas agradecem.

Saluti

Sim. Duas Torres.

April 8, 2008

Quadro | Duas torres

São Duas Torres, -ou são minhas/suas mãos? – são dois mundos e umas 4 coisas difusas por cor e linha pra me lembrar ao Acordar. Brincar um pouco com os instrumentos de Ariadne é um prazer, principalmente se for através de suas linhas que mais confundem num primeiro olhar do que explicam o coroar final do propósito. Para mim é uma diversão pintar com metáforas e representações simbólicas.

Gosto de lembrar a todos, quando estão de frente para meus quadros, o quanto eles são generosos. Eles simplesmente pedem para que desaceleram! Lembram a todos o quanto do corre-corre do dia nos faz perder o contato com o detalhe, com as mensagens sutis que habitam no silêncio, quando estamos em silêncio conosco. Desacelerar para poder Ver e não só exergar, desacelerar para poder entrar.

Quantas belas surpresas já tive, de quem, pelo valor da pausa de mais duas respirações, me contava histórias fantásticas de casamentos e cavalos marinhos!! De certa forma eram crianças… Mas já estou acostumado, pro de dentro acordar, tudo tem que começar com a velha e boa testa franzida!

Aos poucos o quadro se revela, ele entrega uma linha, mostra o dorso. Nesse quadro, batizado de DUAS TORRES, quis mostrar o belo ao representar o além da tensão que o isolamento impõe, seja àqueles que estão longe, seja aquele aí dentro de cada um. Sempre há saídas!

Para alguns é o sair da dormência e andar pra ver o mundo, para outros é no amor que se rompe a bolha letárgica e se recobre o fôlego e ritmo. Para algumas é a realização na maternidade e para os artistas,loucos e desgarrados de netuno, a rendenção se encontra no contato com a fragilidade da transformação diária.

Depois de ver mais um quadro terminado e bem recebido pelos amigos, acho que mereço coroar meu descanso em um azul de tarde de verão ou esperar pelo próximo dourado de qualquer 4 da tarde de outono. Pra minha cabeça é no simbolismo que se faz a diferença. E fecho esse post com mais uma lasca de chocolate.

Duas Torres - Moldura

Saluti a tutti quanti.