São Duas Torres, -ou são minhas/suas mãos? – são dois mundos e umas 4 coisas difusas por cor e linha pra me lembrar ao Acordar. Brincar um pouco com os instrumentos de Ariadne é um prazer, principalmente se for através de suas linhas que mais confundem num primeiro olhar do que explicam o coroar final do propósito. Para mim é uma diversão pintar com metáforas e representações simbólicas.
Gosto de lembrar a todos, quando estão de frente para meus quadros, o quanto eles são generosos. Eles simplesmente pedem para que desaceleram! Lembram a todos o quanto do corre-corre do dia nos faz perder o contato com o detalhe, com as mensagens sutis que habitam no silêncio, quando estamos em silêncio conosco. Desacelerar para poder Ver e não só exergar, desacelerar para poder entrar.
Quantas belas surpresas já tive, de quem, pelo valor da pausa de mais duas respirações, me contava histórias fantásticas de casamentos e cavalos marinhos!! De certa forma eram crianças… Mas já estou acostumado, pro de dentro acordar, tudo tem que começar com a velha e boa testa franzida!
Aos poucos o quadro se revela, ele entrega uma linha, mostra o dorso. Nesse quadro, batizado de DUAS TORRES, quis mostrar o belo ao representar o além da tensão que o isolamento impõe, seja àqueles que estão longe, seja aquele aí dentro de cada um. Sempre há saídas!
Para alguns é o sair da dormência e andar pra ver o mundo, para outros é no amor que se rompe a bolha letárgica e se recobre o fôlego e ritmo. Para algumas é a realização na maternidade e para os artistas,loucos e desgarrados de netuno, a rendenção se encontra no contato com a fragilidade da transformação diária.
Depois de ver mais um quadro terminado e bem recebido pelos amigos, acho que mereço coroar meu descanso em um azul de tarde de verão ou esperar pelo próximo dourado de qualquer 4 da tarde de outono. Pra minha cabeça é no simbolismo que se faz a diferença. E fecho esse post com mais uma lasca de chocolate.
Saluti a tutti quanti.




